Política
13/06/2025
Nove entidades do setor produtivo e financeiro mandaram um recado claro ao Congresso: é hora de “firmeza” contra a nova Medida Provisória da Fazenda, que quer elevar impostos para compensar o recuo parcial no Imposto sobre Operações Financeiral (IOF).
Segundo o grupo, o governo insiste em “soluções imediatistas” e foge do verdadeiro problema: cortar gastos.
“A nova Medida Provisória é mais um triste capítulo da postura recorrente de se optar por soluções imediatistas em vez de enfrentar o verdadeiro desafio estrutural do país: o controle dos gastos públicos”, diz a carta.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já colocou a urgência do projeto que derruba o decreto do IOF na pauta de segunda-feira (16).
As entidades cobram a mesma postura agora.
“O governo precisa atuar com previsibilidade e senso de responsabilidade para estimular nossa economia e não prejudicar o País”, afirmam.
Elas também acusam a Fazenda de contar com dividendos de estatais e receitas do petróleo para tampar o buraco.
A MP mira arrecadar R$ 10,5 bilhões já em 2025 e R$ 20,87 bilhões em 2026.
Entra de tudo: aperto nas compensações tributárias, alta no IR sobre Juros sobre Capital Próprio, mais imposto nas bets e nas fintechs, além do fim de isenções em investimentos incentivados.
Mas o Congresso já barrou tentativas parecidas antes e o clima promete esquentar.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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