Saúde
09/10/2026
Quase metade dos municípios brasileiros que participaram do levantamento do Ministério da Saúde está em situação de alerta ou risco para a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Segundo o segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto, 49,2% das 3.732 cidades avaliadas apresentaram índices preocupantes.
Apesar do alerta, os casos das três doenças caíram em relação a 2025. Até 26 de setembro, o Brasil registrou 470,5 mil casos prováveis de dengue, redução de cerca de 70%; os registros de chikungunya recuaram 43%, para 67,9 mil, enquanto os de zika diminuíram 35%, chegando a 2.141.
Vasos de plantas, garrafas e pequenos recipientes lideram os focos do mosquito, com 42,3% dos criadouros identificados. Caixas d’água, tonéis e cisternas representam 26,1%, enquanto pneus, lixo e outros resíduos correspondem a 23%, com diferenças entre as regiões do país.
O Ministério da Saúde anunciou ações preventivas para o próximo verão, incluindo visitas domiciliares, monitoramento de focos e métodos de controle do mosquito, como o uso da bactéria Wolbachia. A população também deve manter reservatórios fechados, limpar calhas e ralos, descartar corretamente resíduos e eliminar água acumulada em vasos e recipientes.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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