Economia
02/09/2025
O pescado do Rio Grande do Norte, um dos carros-chefes da pauta exportadora potiguar, ficou de fora da lista inicial de alimentos que poderão ser adquiridos por União, estados e municípios dentro do Plano Brasil Soberano.
A portaria federal incluiu itens como açaí, água de coco, castanhas, mel, manga e uva, mas deixou de lado espécies locais como atum, ariocó e guaiúba.
Em entrevista TN, o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca), Arimar França, disse que a medida prejudica os produtores. “Esses produtos [listados na portaria] o Rio Grande do Norte não produz. Nem corvina, nem pargo, nem tilápia. A gente produz o atum e outros peixes costeiros... e esses não entraram”, afirmou.
Segundo ele, metade da mão de obra do setor — entre 1,2 mil e 1,5 mil trabalhadores — está em férias desde o tarifaço imposto pelos Estados Unidos em agosto.
O governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), informou que avalia formas de incluir o pescado na merenda escolar e estuda novos mercados para reduzir a dependência do mercado norte-americano. A aposta é em negociações com países da Ásia, Europa e China, além de tentar retomar exportações para a União Europeia. O programa de incentivo às exportações do RN deve começar em outubro, com meta inicial de atender 100 empresas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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