Justiça
26/06/2025
O ministro Alexandre de Moraes quer explicações de dois ex-advogados de Bolsonaro. Ele mandou a Polícia Federal ouvir Fábio Wajngarten e Paulo Cunha Bueno em até cinco dias.
A suspeita? Eles teriam tentado interferir na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. A bomba caiu depois que a defesa de Mauro Cid entregou à PF mensagens e documentos que colocam os advogados no centro da confusão.
Segundo a defesa de Cid, o advogado Eduardo Kuntz tentou convencer a filha menor de idade do delator a apagar mensagens no WhatsApp. Também teria pedido que ela marcasse um encontro num local “seguro e confortável” para o pai.
Kuntz ainda teria “cercado” a mãe de Cid em eventos na Hípica de São Paulo, junto com Bueno, numa tentativa de mudar a defesa do ex-ajudante de ordens.
Wajngarten não ficou de fora. Ele teria insistido em falar com a adolescente e a esposa de Cid.
A PF agora vai analisar o celular da filha do delator.
Kuntz se defendeu dizendo que tudo não passou de um gesto de ajuda para que a menina participasse de um concurso de equitação.
Mas Moraes foi direto: vê indícios de obstrução de investigação ligada a organização criminosa.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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