Política
07/07/2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater de frente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial ontem (6), durante a 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro. “Sustentam um Plano Marshall às avessas”, disse, acusando as instituições de favorecerem os ricos enquanto aumentam o peso da dívida dos países mais pobres. Ele pediu que o Brics, bloco que reúne 11 países e quase metade da população mundial, passe a ter 25% do poder de voto no FMI, em vez dos atuais 18%.
Lula defendeu ainda a taxação dos super-ricos, combate à evasão fiscal e criticou o neoliberalismo, que, segundo ele, “aprofunda desigualdades”. Citou que “três mil bilionários ganharam US$ 6,5 trilhões desde 2015”. Elogiou o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, que agora atrai Argélia, Colômbia, Uzbequistão e Peru. “Dá uma lição de governança”, disse, ressaltando o papel da ex-presidente Dilma Rousseff à frente da instituição.
O presidente também cobrou da Organização Mundial do Comércio (OMC) reação contra o protecionismo e celebrou o ineditismo da cúpula, que, pela primeira vez, reuniu países-parceiros.
Sobre inteligência artificial, Lula defendeu que a tecnologia não pode ser “privilégio de poucos países” nem “instrumento de manipulação na mão de bilionários”. Para ele, o Brics é peça-chave para um mundo “menos assimétrico e mais pacífico”.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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