Política
09/04/2026
O PT nacional desencadeou uma verdadeira “Revolução Farroupilha” ao intervir no diretório da sigla no Rio Grande do Sul para apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola, do PDT, ao governo.
Os petistas gaúchos — capitaneados pelos ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra — prometem resistir à intervenção e manter o apoio a Edegar Pretto, nome da legenda.
— Aqui, no Rio Grande do Sul, ninguém aceita intervenção. Intervenção é um desrespeito não só à minha trajetória, mas à história da nossa militância — reagiu Genro, em plenária realizada em Porto Alegre.
Não é a primeira vez que o PT nacional se mete em confusão nos estados. Em 2002, algo parecido ocorreu no Rio Grande do Norte.
Naquela ocasião, sob a liderança de José Dirceu, o PT nacional decidiu apoiar Wilma de Faria, então no PSB, ao governo, descartando o nome de Fernando Mineiro.
A direção nacional do PT via em Wilma uma aliada estratégica. Ela era a prefeita de Natal, tinha alta popularidade e oferecia um palanque robusto para Lula no estado.
A base local do PT tentou resistir, mas acabou sendo "convencida" — ou vencida pela pressão — a retirar a candidatura de Mineiro. Resultado: o PT potiguar, que havia perdido várias eleições para Wilma na capital, foi forçado a apoiar a “Guerreira”.
Estou curioso para saber o desfecho da guerra aberta pelos “farrapos” do PT no Sul.
Essa briga nos pampas gaúchos só prejudica uma pessoa: Lula.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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