Política
30/04/2026
A notícia vem do além-mar: Flávio Rocha está em Lisboa, Portugal, acompanhando a esposa, Ana Cláudia, e os filhos em compromissos profissionais.
O empresário aproveita a temporada em família para avaliar o plano de concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Norte.
Filiado ao Novo, tem dois caminhos à mesa: compor com o PL de Rogério Marinho ou seguir em candidatura solo.
O que realmente deseja é disputar a vaga no campo da direita — ao lado do bolsonarismo. Qualquer outro cenário não o anima.
De terras lusitanas, confidenciou a um interlocutor que, muito provavelmente, não será candidato.
Pesa a idade — 67 anos —, o conselho da família e o desgaste inerente à atividade política.
Pode ser manha dele. Mas fato é que a opinião dos familiares sempre teve peso nas decisões sobre sua trajetória pública.
O pai, Nevaldo Rocha, aconselhava o filho a manter distância da política. Desde 1994, após dois mandatos como deputado federal e uma quase candidatura presidencial, Flávio ensaia voltar ao jogo — e recua.
Enquanto não decide, uma legião de prefeitos, vereadores e deputados — de ontem e de hoje — aguarda seu retorno, como quem alimenta o sebastianismo: o mito do rei que há de voltar, Dom Sebastião, marca profunda da alma portuguesa.
A pergunta segue ecoando: ele vem ou não vem?
Sem resposta, nasce mais um mito: o flavianismo.
Cena rápida. Cai o pano.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas